Profissionalismo e dedicação não têm idade

O Brasil vive uma transformação demográfica acelerada. Com o aumento da expectativa de vida e o crescimento da população idosa, torna-se cada vez mais necessário fortalecer políticas públicas e serviços de saúde capazes de garantir um envelhecimento digno, seguro e com qualidade de vida.

À frente do Programa de Atenção Domiciliar ao idoso (PADI), com base no Hospital Municipal Paulino Werneck na Ilha do Governador, está a médica Guilhermina Galvão.

A trajetória da Guilhermina se encontra com a história do programa que foi o pioneiro do segmento no país. Aos 76 anos, ela segue dedicada à saúde pública e relembra que sua caminhada começou em 1976, quando ingressou no Hospital Paulino Werneck como acadêmica bolsista. Posteriormente foi contratada e construiu uma carreira marcada pelo compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS), onde participou do surgimento do PADI.

Mesmo após a aposentadoria, Guilhermina encontrou na Organização Social Instituto de Gestão e Desenvolvimento (IGEDES) a oportunidade de continuar exercendo a profissão que escolheu para a vida. Depois de quase cinco décadas dedicadas à saúde pública, ela continua exercendo a medicina com o mesmo entusiasmo que marcou o início de sua carreira.

Segundo Guilhermina, a atenção domiciliar representa uma importante estratégia para preservar a saúde e a autonomia da pessoa idosa.

“Quando um idoso precisa ser internado, ele naturalmente se torna mais vulnerável. O ambiente hospitalar pode aumentar o risco de infecções e outras complicações, já que sua imunidade costuma ser mais sensível. Sempre que o quadro clínico permite, o acompanhamento domiciliar oferece mais conforto, segurança e favorece uma recuperação mais digna.”

O cuidado em casa também contribui para reduzir reinternações, estimular a reabilitação e preservar a independência do paciente, promovendo uma assistência mais individualizada e centrada nas necessidades de cada pessoa.

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