A Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Luiza Olindina da Silva Alves promoveu o primeiro encontro entre residentes e familiares do ano, ontem, domingo (12), à tarde, com a presença da Igreja Cristã Maranata de Nova Angra.
A decisão de acolher um idoso em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) é frequentemente motivada pela necessidade de cuidados especializados que a família, por limitações financeiras, físicas ou de tempo, não consegue prover. Isso sem contar os idosos que não possuem familiares próximos ou aqueles cujos familiares estão a quilômetros de distância.
É fundamental distinguir que a institucionalização não é abandono: a institucionalização é um ato de cuidado e proteção; o abandono, por sua vez, é uma violação de direitos que atinge a saúde e a dignidade do idoso.
“Quando promovemos os encontros entre os residentes e seus familiares, estamos promovendo dignidade, felicidade, união, afeto e, acima de tudo, trabalhando a saúde mental e a qualidade de vida de nossos idosos”, declarou Vanessa Fonseca, diretora da ILPI.
A unidade tem cerca de 30 residentes, muitos deles com Alzheimer. “Receber um familiar também é um exercício que ajuda a preservar a memória remota e combate a “dor da alma”, as tais dores emocionais”, completou a diretora.
O reflexo desse grande encontro foi a alegria do residente Jorge Mendes, de 65 anos, ao receber, pela primeira vez em dois anos, a visita da filha Giovanna Mendes. Jorge tem Alzheimer e, embora não tenha lembrado o nome de sua filha, a reconheceu.
A ausência de visitas e do convívio familiar gera sentimentos como rejeição e inutilidade. A visita regular da família não é apenas um evento social; é uma intervenção terapêutica que reafirma a identidade do idoso e sua conexão com o mundo.










