A Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Luiza Olindina da Silva Alves realizou, no dia 24 de setembro, o primeiro Encontro das Famílias de 2026. O evento reuniu residentes e seus familiares em um momento de diálogo e aproximação, fortalecendo os vínculos entre os idosos, seus familiares e a instituição.
Em alusão ao Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da vida, o encontro contou com a participação da psicóloga Camila Andrade, do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora da Secretaria de Desenvolvimento Social e Promoção da Cidadania de Angra dos Reis.
Durante a conversa com residentes e familiares, Camila abordou a importância de olhar para a saúde mental, buscar ajuda quando necessário e compreender o acompanhamento psicológico como uma ferramenta de cuidado, contribuindo também para a quebra de tabus relacionados à procura por apoio profissional.
A psicóloga também apresentou a história que deu origem ao Setembro Amarelo, relacionada ao jovem Mike Emme, conhecido por restaurar e pintar de amarelo um Ford Mustang 1968. A história ajudou a contextualizar a campanha e abriu espaço para reflexões sobre acolhimento, escuta e atenção às pessoas que podem estar passando por momentos difíceis.
Para a residente Maria Aparecida de Oliveira, de 72 anos, conhecer a origem da campanha tornou o momento ainda mais significativo. “Achei muito interessante a história do Setembro Amarelo. Eu não conhecia e não imaginava que poderia ser uma história tão bonita”, comentou.
O encontro também foi marcado pelos relatos dos familiares sobre à instituição. Fernando Raimundo de Souza, irmão do residente Sérgio Raimundo de Souza, destacou a evolução do irmão desde o período de adaptação à ILPI. “Foi uma evolução muito boa. Quando ele chegou, teve dificuldade para se adaptar, principalmente porque a ida aconteceu de forma inesperada, depois de questões familiares difíceis. Mas, com o trabalho e o acolhimento que recebeu aqui, ele se adaptou muito bem. Hoje, ele diz que só consegue imaginar o restante da vida dele aqui”, contou.
Mais do que um momento de confraternização, o Encontro das Famílias mostrou a importância da presença dos familiares na rotina dos residentes e da construção de uma rede de cuidado que valorize a escuta.













