Na tarde de ontem (9), a gestão do Complexo Hospitalar Rocha Faria, em Campo Grande, ofereceu no seu auditório um ciclo de palestras com o tema Direitos, Justiça e Ação para todas as Mulheres e Meninas.
A mesa do encontro foi formada por Liliane Cardoso Leal, Assessora de Gabinete da SMS – Condenação de Planejamento, Tatiane Caldeira, Coordenadora Geral da Área de Planejamento 5.2, Viviane da Silva de Santana, Diretora Administrativa do HMRF, Liz Lutterback, Gerente Administrativa do HMRF e Mônica Xavier Torres, Enfermeira Apoiadora da Mulher e População Negra da CAP 5.2.
A Secretária Municipal de Políticas para Mulheres e Cuidados do Rio de Janeiro, Joyce Trindade, abriu os debates sobre a atuação da sua pasta no acolhimento e acompanhamento de mulheres e crianças vítimas de violência. A secretaria, atualmente, conta com sete Centros e Núcleos de Atendimento à Mulher; dois Núcleos Psicoterapêuticos; um canal online para prestar ajuda e auxiliar em apoios; e um abrigo sigiloso para mulheres em risco grave.
“Estou há seis anos nesta secretaria, atuando e construindo políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher. E sabemos que muitas dessas vítimas vão buscar atendimento primeiro em hospitais, nas clínicas da família e postos de saúde. Trazer informações para vocês é certeza que chegará às mulheres e suas famílias”, declarou Joyce Trindade.
A secretaria de Políticas para Mulheres não só acolhe, mas também ajuda a mulher vítima de violência a reconstruir a vida, oferecendo cinco Casas da Mulher Carioca, nove Salas da Mulher Cidadã; e uma Rede Empreendedora Carioca, esta última ajuda a mulher a empreender e gerar renda, com capacitações, mentorias e feiras para impulsionar negócios.
O encontro teve a participação de Jamila Ferreira, enfermeira que atua na Coordenação de Vigilância Epidemiológica da SMS, que ressaltou a importância da notificação de todo e qualquer caso de suspeita de violência contra a mulher. E de Carolina Pereira, também enfermeira e responsável pelo NHVE (Núcleo Hospitalar de Vigilância Epidemiológica) do Hospital Rocha Faria.
A enfermeira Carolina trouxe dados de 2025 sobre as notificações de violência contra a mulher na AP 5.2. As unidades da Atenção Primária são as que mais notificaram, seguida pelas notificações da unidade pública hospitalar (HMRF).
A advogada Valeska Fernandes, especialista em gênero e Coordenadora de Enfrentamento à Violência (SPM – Rio) frisou, na sua fala, para que todos saibam a diferença entre importunação e assédio sexual: “Se o ato indesejado acontece numa relação de poder (como no trabalho), é assédio. Mas se envolve um ato físico para satisfação sexual sem consentimento, trata-se de importunação sexual, como, por exemplo, na rua ou no transporte público”, completou a advogada.
No encerramento, uma mulher e médica de determinação, sensibilidade e coragem, foi homenageada: Luana Gouveia do Carmo, cirurgiã vascular que enfrentou horas de cirurgia para salvar uma criança vítima de arma de fogo.
“Neste dia da mulher, mais do que celebrar, é preciso refletir sobre o nosso papel enquanto profissionais de saúde no enfrentamento dessa realidade.” Este foi o convite feito pela unidade aos seus colaboradores, sejam mulheres ou homens, o que importa é serem agentes ativos de mudança social, e não apenas espectadores passivos dos problemas que chegam.















