HMAR leva a importância da amamentação à Rádio Costa Azul

Em alusão ao Agosto Dourado, mês de conscientização e incentivo ao aleitamento materno, representantes da enfermagem do Hospital Maternidade Angra dos Reis – Dr. Érico da Fonseca (HMAR) participaram, nesta terça-feira (18/08), da programação matinal da Rádio Costa Azul. Durante a conversa, as enfermeiras Isabela Souza, especialista em amamentação e Maria dos Remédios, do posto de coleta de leite humano do HMAR, abordaram a importância da amamentação, os principais mitos relacionados ao aleitamento e a necessidade de ampliar o acesso à informação para gestantes e mães.

As profissionais destacaram que, embora o mês de agosto seja importante para dar maior visibilidade à causa, a conscientização sobre a amamentação deve acontecer durante todo o ano. No HMAR, esse trabalho é realizado continuamente por meio do Posto de Coleta de Leite, que oferece orientação e acompanhamento às mães.

A enfermeira Isabela Souza citou que a mobilização em torno do aleitamento materno ganhou força após um período em que houve um movimento comercial de substituição do leite materno por fórmulas infantis. Diante dos impactos dessa mudança, órgãos de saúde passaram a unir esforços para incentivar e proteger a amamentação. Nesse período, o Brasil chegou a apresentar cerca de 3% de amamentação exclusiva. Com muito trabalho, os dados mudaram: em 2019 apontaram aumento para 43%. Apesar da evolução, as profissionais ressaltam que o percentual ainda está abaixo do desejado.

Entre os principais desafios está a desinformação. Mitos antigos e informações equivocadas podem gerar insegurança e fazer com que muitas mulheres tenham dúvidas sobre a própria capacidade de amamentar. O medo da dor também é uma preocupação frequente. Isabela Souza, enfermeira especialista em aleitamento materno, explica que a dor durante a amamentação não deve ser considerada algo normal e que, diante de dificuldades, a mãe deve procurar uma unidade de saúde para receber orientação adequada.

Outro questionamento comum é sobre a capacidade nutricional do leite materno. Maria dos Remédios reforça sua importância não apenas como alimento, mas também como parte do vínculo entre mãe e bebê.

“Eu acredito que o leite é muito mais do que só um alimento. A fórmula possui a capacidade de nutrir, mas o leite vai muito além. Ele é tão rico no contato de mãe para filho que possui muito mais do que qualquer alimento que possamos fornecer para a criança.”

A orientação também está presente antes mesmo do nascimento. Durante as visitas guiadas realizadas no HMAR, sempre às segundas e quartas-feiras, mediante agendamento, o tema da amamentação faz parte da apresentação às futuras mães. Ao final do tour pela unidade, as gestantes recebem informações sobre o aleitamento, fortalecendo o acolhimento e o conhecimento desde o pré-natal.

Durante a entrevista, as profissionais também reforçaram que o leite materno deve ser o único alimento oferecido ao bebê nos primeiros seis meses de vida. Nem mesmo água é necessária nesse período, já que o leite materno atende às necessidades nutricionais e de hidratação do recém-nascido.

Isabela explica que essa recomendação está relacionada ao desenvolvimento do sistema digestivo do bebê.

“Até os seis meses, o leite materno deve ser a única alimentação, pois o estômago do bebê ainda está em formação e se preparando para digerir outros alimentos. Nesse período, ele consegue digerir adequadamente o leite materno, que também possui componentes que contribuem para esse processo. Nem mesmo água é necessária, pois o leite materno oferece tudo o que o bebê precisa para essa fase.”

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