Celebrado como um marco de conscientização e reflexão, o Dia da Não Violência (30/01) chama atenção para diferentes formas de agressão que, muitas vezes, ocorrem de forma silenciosa. Entre elas, a violência contra a pessoa idosa segue sendo uma das mais invisibilizadas e, ao mesmo tempo, mais frequentes na sociedade.
Diferente da violência física, que deixa marcas aparentes, os abusos sofridos por idosos costumam ocorrer de forma silenciosa, dentro do próprio ambiente familiar ou institucional. A violência psicológica e a patrimonial estão entre as mais recorrentes, afetando diretamente a autonomia, a autoestima e o direito de cidadania dessa população.
Segundo a diretora da ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos) Luiza Olindina da Silva Alves, a assistente social Vanessa Fonseca, essas práticas são mais comuns do que se imagina.
“As principais violências sofridas pelos idosos são as patrimoniais e as psicológicas. Muitas vezes, elas surgem quando a própria família tenta retirar do idoso seu direito de cidadania, tratando-o como alguém incapaz de decidir sobre a própria vida. Isso acaba tirando sua autonomia, sua vontade de participar ativamente de diferentes atividades da vida e reforça um processo de exclusão social”, destaca.
No Dia da Não Violência, o debate se amplia para além da denúncia, trata-se de um convite à sociedade para rever atitudes, romper preconceitos etários e compreender que envelhecer não significa perder autonomia, voz ou valor social. Combater a violência contra o idoso é garantir que o envelhecimento aconteça com respeito, participação e dignidade.
Mais do que uma data simbólica, o Dia da Não Violência reforça a necessidade de vigilância constante, políticas públicas efetivas e, sobretudo, empatia. Proteger os idosos é reconhecer sua história, sua contribuição e seu direito de viver plenamente, sem medo, exclusão ou silenciamento.





