Você já reparou as tarjas que aparecem nas caixas dos remédios? As tarjas presentes nas embalagens dos medicamentos vão muito além de um simples detalhe visual. Elas possuem uma função muito importante: orientar a população sobre os cuidados necessários, os riscos e a forma correta de usar cada medicamento. No Brasil, a classificação é regulamentada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e divide os medicamentos em quatro categorias principais: sem tarja, tarja vermelha, tarja preta e medicamentos de uso restrito hospitalar.
Os sem tarja, são aqueles considerados de menor risco quando utilizados conforme as orientações da bula. Podem ser comprados sem receita médica e geralmente incluem analgésicos comuns, antitérmicos e alguns antiácidos.
Os medicamentos com tarja vermelha exigem prescrição médica para a compra. Eles apresentam maior potencial de causar efeitos colaterais ou interações medicamentosas, exigindo acompanhamento profissional. Alguns trazem a expressão “venda sob prescrição médica”, reforçando o controle.
A tarja preta identifica medicamentos com maior risco de dependência física ou psicológica, como ansiolíticos, sedativos e alguns medicamentos psiquiátricos. A venda só ocorre mediante receita especial, que fica retida na farmácia. O uso inadequado desses remédios pode causar sérios danos à saúde.
Além das tarjas visíveis ao público, existem medicamentos de uso exclusivo em ambiente hospitalar, geralmente administrados sob supervisão direta de profissionais de saúde. São fármacos potentes, utilizados em situações específicas, como quimioterapias, anestésicos e certos antibióticos de amplo espectro.
Compreender o significado das tarjas é fundamental para o uso consciente de medicamentos. A automedicação, especialmente com remédios de tarja vermelha ou preta, pode trazer riscos sérios à saúde.
O Eduardo Coriolano, farmacêutico que atua no Hospital Municipal Raphael de Paula Souza, alerta que “a automedicação é perigosa, pois pode mascarar doenças e provocar reações graves. Em caso de dúvida, a orientação é procurar sempre um médico ou um farmacêutico.”
As tarjas funcionam, portanto, como um aviso rápido e visual, ajudando a proteger a saúde da população e a incentivar o uso responsável dos medicamentos, um cuidado simples que faz toda a diferença.




