Getulinho realiza mutirão de cirurgias que integram programas municipal e federal

Aderindo ao programa municipal Fila Zero e ao Agora Tem Especialistas do Governo Federal, o Hospital Getúlio Vargas Filho (Getulinho) realizou um mutirão de cirurgias em postectomia (fimose) na sexta (16) e no sábado (17).

“É muito importante o Getulinho estar inserido no Programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde, pois fortalece a articulação entre o hospital, a rede pública de saúde de Niterói e o Governo Federal”, afirmou a diretora do Getulinho, Juliènne Martins.

Segundo a enfermeira Rose Merat, assim que a equipe do Centro Cirúrgico foi comunicada, conseguiram organizar todo o setor: “dobramos as equipes e salas para trazer maior conforto e segurança aos pacientes”.

Os pais dos pacientes foram unânimes em elogiar a assistência do Getulinho – muitos deles já tendo vindo outras vezes. A dona de casa Marcelli Mirian trouxe o Henzo Rodrigo e confessou antes da alta do filho: “estou ansiosa, mas tenho a certeza de que vai dar tudo certo”. E deu mesmo. O Henzo foi liberado, dizendo ao sair que estava com muito sono e que agora ele não queria sair mais o hospital, que ia dormir no Getulinho – eis uma das provas, lúdicas, do acolhimento de excelência do hospital.

“Aqui nós temos um ambiente muito bom, muito bem organizado. Não é qualquer hospital com essa estrutura. As pessoas que chegam aqui falam ‘não achei que fosse assim, que fosse tão organizadinho, tão arrumadinho’. Tentamos sempre atender da melhor forma possível com muito carinho e muito amor. Procuramos abraçar e acolher, sempre”, afirmou a técnica de enfermagem, Aline Souza.

Segundo a cirurgiã pediátrica do Getulinho, Thais Garcia, “a fimose é a condição em que a pele que recobre a cabeça do pênis, ou glande, é muito apertada – impedindo de expor a glande completamente”. É, portanto, uma condição que dificulta a higiene e aumenta o risco de infecções do pênis ou urinária.

A cirurgiã destaca que: “A segurança do paciente começa no ambulatório com exame médico do cirurgião pediátrico e com informações claras sobre o diagnóstico e procedimento cirúrgico, bem como orientações sobre jejum pré-operatório”. Segundo ela, há também a entrevista e avaliação física do paciente feita pelo anestesista visando minimizar complicações anestésicas. Thais ainda enaltece o trabalho da enfermagem que ajuda na conferência do paciente, da vestimenta, na entrevista do pré-operatório e nas orientações com os pais. “Bem como na administração de medicações e conforto do paciente”, complementa a médica.

Nesta linha, a diretora do Getulinho, Juliènne Martins, conclui como empolgação: “Ao oferecer um mutirão de cirurgias pediátricas, com foco na postectomia, reafirmamos nosso compromisso com o acesso oportuno, a resolutividade e a humanização do cuidado, reduzindo filas, qualificando a assistência e garantindo que as crianças recebam o tratamento no tempo certo, com segurança e qualidade.”